Home Data de criação : 09/03/04 Última atualização : 11/10/17 14:10 / 158 Artigos publicados

Gustavo Penna  (Arquitetos) escrito em segunda 17 agosto 2009 15:54

Há um velho ditado que diz que mineiro come quieto. É isso? Se eu estiver certa, isso se encaixa na arquitetura também. É fácil encontrarmos em revistas populares de arquitetura, arquitetos que se encontram no eixo Rio - São Paulo. No entanto, arquitetos mineiros são pouco discutidos. Mas posso dizer: existe um bom número de profissionais de altíssima qualidade encrustado nas montanhas que delimitam Minas Gerais. A maioria desses arquitetos, como costuma acontecer, está em BH. E, para ilustrar o post, vou falar de um arquiteto mineirinho: Gustavo Penna.

Gustavo Penna formou-se pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFMG em 1973 e desde essa época, mantém seu escritório, denominado Gustavo Penna Arquiteto e Associados, em BH. O conceito que torneia os projetos do escritório se baseia em uma crença propícia para quem mora no denominado berço da “verdadeira arquitetura nacional”. Segundo Penna, a arquitetura é indispensável para a formação da identidade do país ou, ainda, para a manutenção de uma identidade brasileira. Nesse sentido, ele nos presenteia, em seu livro “Gustavo Penna - Arquiteto”, com obras como a Escola Guignard, a Academia Mineira de Letras, o Centro de Feiras e Exposições de Minas Gerais, as Tvs Globo Minas e Bandeirantes Minas e São Paulo e o Monumento à Liberdade de Imprensa, obra a ser implantada no eixo monumental de Brasília em comemoração ao cinquentenário da Fenaj.

Mas nem só de obras institucionais vive o escritório. As casas projetadas pela equipe sempre chamam a atenção. Primeiro pela formosura dos terrenos onde são implantadas essas residências; depois pela integração com a natureza, sem contudo, deixar de preservar os moradores; depois pela linguagem arquitetônica, tão peculiar e que transforma Penna em um arquiteto importante do contexto arquitetônico nacional.

Para ilustrar, três residências:

 

 

Casa em Alphaville, BH. Projeto de 2004 e conclusão da obra em 2006. Nesse projeto, a iluminação destaca a arquitetura.

 

 

 

Casa em Tirandentes - MG, projeto de 2005 e conclusão da obra em 2007.

 

 

 

 

Casa em Village Terrace, na cidade de Nova Lima. Projeto de 2002 e conclusão da obra em 2004.

 

Mais informações sobre o arquiteto e sua equipe no site do escritório: http://www.gustavopenna.com.br/

 

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Marcelo Suzuki e Brasil Arquitetura  (Arquitetos) escrito em segunda 10 agosto 2009 16:06

Suzuki tem 25 anos de carreira, muitos projetos executados e, que eu saiba, nada organizado a respeito de sua vida profissional (Eis aí uma coisa que gostaria de fazer). 
É pela falta dessa “organização” que citei acima, que apresentarei imagens de dois projetos residenciais executados há bastante tempo, quando Suzuki ainda fazia parte do
Brasil Arquitetura e uma casa que não consta Suzuki como co-autor, mas define, muito bem, quais os conceitos buscados pelo Brasil Arquitetura naquele período e que até hoje permeia a obra de Fanucci e Ferraz, como de Suzuki, mas cada qual com suas características . No entanto, para não deixar de apresentar uma obra atual,vou apresentar o que saiu das mãos de Suzuki há pouco tempo (em 2003-2004): uma obra de arte que teve direito a vários prêmios, merecidíssimos, diga-se de passagem.

Mas, antes, um pouco de história: Para começar, Suzuki nasceu em Barretos. O arquiteto Marcelo Suzuki estudou na FAU durante o período da ditadura militar, em uma época que, segundo ele, projetar era crime. Por ser considerado um aluno que desenhava muito bem, foi convidado a estagiar com a arquiteta Lina Bo Bardi. Desse estágio rendeu uma parceria, que se iniciou em 1979 até a morte da arquiteta, em 1992.

Além da parceria com Lina, em 1981, após graduar-se, fundou, juntamente com os arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz (colegas de escola que também haviam sido estagiários de Lina), o escritório Brasil Arquitetura. A equipe fundou, ainda, a Marcenaria Baraúna, dando início à produção e criação de mobiliário e objetos de madeira. Em 1996, após 15 anos de sociedade, Suzuki decidiu abrir escritório próprio, denominado Marcelo Suzuki Arquitetura e Urbanismo.

A parceria com Lina rendeu todo um ensinamento que o arquiteto tenta imprimir até hoje em sua arquitetura, que é traduzir a maneira de viver das pessoas que circundam aquele ambiente; de ser moderno (ou seria contemporâneo?) em seus projetos sem negligenciar os fortes elementos regionais ou tradições; mas também não ficar preso aos tradicionalismos ou regionalismos.

Mas as referências de Suzuki não se limita à Lina. Conceitos de outros arquitetos, tais como Vilanova Artigas, Lê Corbusier, Mies Van der Rohe, Luis Barragan e leituras cuidadosas dos grandes mestres da arquitetura moderna do nosso país, tais como Lúcio Costa, Niemeyer, Reidy, entre outros, permeiam suas obras sempre impregnadas como uma atmosfera bem brasileira.

Veja algumas obras selecionadas e confira o que foi dito acima:

 

Nessa residência, percebemos a preocupação com a inserção do edifício no terreno com cuidado para minimizar os impactos de movimentação de terra. O uso de materiais característicos da região também se torna forte com a presença de um muro de pedras baixos. O uso de pedra mineira no piso é marca registrada do Brasil Arquitetura nesse momento. Vemos o mesmo acabamento não só em residências como, também, por exemplo, no Teatro Polytheama, em Jundiaí.
A preocupação com a luz natural e com a integração entre interior e exterior é constante e reforçada pelos painéis de vidro e pelas áreas verdes. Falando em área verde, ela se apresenta através de um pátio interno, em partes nos tetos dos blocos (como visto na foto aérea) e na área que circunda a residência e foi preservada

 

 

 

 

 

Um projeto de linhas retas, que atende ao programa imposto e através das cores dos blocos, delimita bloco social (branco), bloco íntimo (verde... ou azul claro) e bloco de serviços (azul escuro). Como no projeto anterior e no próximo projeto, a vegetação sempre aparece em abundância.

 

 

 

Não consta Suzuki como co-autor desse projeto (como dito acima), mas essa obra exemplica tão bem o que acredito ser a obra de Suzuki, que não pude deixar de colocá-la. Nela, há uma perfeita referência das obras de Barragan, com suas cores chamativas e a pureza dos blocos. Há, também, referência a materiais muito usados na época colonial, mas que foram deixados de lado com o advento de novas tecnologias.

 

 

 

O muxarabi, presente nessa residência, apresentado na primeira e na terceira foto abaixo, é um elemento típico da arquitetura colonial brasileira. Feito de madeira, serve para barrar o sol sem, contudo, evitar a ventilação e a entrada de iluminação natural. A primeira imagem, ainda, deixa transparecer a integração entre as artes com arquitetura, paisagismo e escultura. Que bela composição.

 

 

 

Com uma apresentação mais digna de se ler aqui ou aqui , o Complexo Forense de Cuibá preserva a intenção de unir conceitos contemporâneos a técnicas tradicionais tão bem aceitas no clima brasileiro. O que mais admira, no entanto, a mim, foi a maneira como esse complexo de grandes proporções teve seu programa distribuido, pensando-se no acesso dos funcionários, dos presidiários e das pessoas que por algum motivo ou outro precisam ocupar aquele espaço.

 

 

 

 

 

 

Por fim, percebam que os projetos residenciais, mesmo sendo anteriores a 1996, época em que pouco ou nada se discutiam sobre sustentabilidade, agregam perfeitamente questões que hoje viraram moda. Só que na verdade, a meu ver, uma boa arquitetura contempla questões essenciais como boa iluminação natural, boa ventilação natural, implantação adequada do edifício no terreno em virtude da posição solar. E isso sempre foi feito por bons arquitetos. Os exemplos de boa arquitetura e arquitetura que se encaixa perfeitamente em quesitos sustentáveis não se limitam a esse século ou ao anterior. É questão de conceito arquitetônico bem empregado. E isso deve ser cobrado quando se contrata um arquiteto e é por isso que é importante contratar um profissional específico para tal fim.
O que apareceu de novidade nos conceitos sustentáveis, e isso é louvável, são as certificações, a conscientização, novos materiais e novos produtos que incentivam a minimização de gastos de água, energia elétrica, materiais. E nada melhor do que “diminuir” o consumo e se conscientizar para colaborar com a natureza, não?

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Bancadas  (Designer e Decoração) escrito em domingo 09 agosto 2009 18:25

O mercado oferece diferentes materiais para se fazer bancadas para banheiros ou cozinhas. Entre os mais comuns, temos a ardósia, o granito, o mármore, o silestone e o corian. A variação de preço é alta entre os modelos e os tipos de pedra.
Para quem quer economizar nessa etapa indico a ardósia. O preço médio do metro quadrado da peça cinza, no interior de São Paulo, sai em torno de R$90,00, mas você pode encontrar até mais barato. É comum vermos a ardósia cinza e verde, mas muitas pessoas não sabem que temos a ardósia preta, que resulta em belíssimas bancadas. A ardósia cinza, por sua vez, oferece ótimos resultados também e, diferentemente do que estamos acostumados a ver no chão, quando passada pelo processo de impermeabilização, sua tonalidade é de um cinza grafite, ótima cor, pois é neutra e facilita a combinação com outros materiais. No entanto, esse produto tem um senão: risca com facilidade. Para quem opta por colocá-lo em bancada, deve ter o cuidado de não cortar nada sobre a peça ou arrastar instrumentos pontiagudos para não se arrepender.

 

 

 

Imagens para bancada de ardósia.

 

 

O granito, por sua vez, apresenta uma vasta gama de cores e de valores e tem a vantagem de ser resistente a manchas e riscos. As pedras com valores mais acessíveis são o cinza Andorinha e o cinza Corumbá (em média R$200,00 por m²). Para quem gosta de peças claras, o branco Itaúnas, o branco Sienas e o branco Aqualux são os granitos de cor clara com menor granulação e custam, em média, R$275,00 por m². Para quem pretende usar um granito escuro, porém com preço acessível, fique com o granito preto São Gabriel, que fica na faixa do R$275,00 o m². Mas as opções são grandes e varia de região para região. Se quiser olhar alternativas, aconselho dois sites que tem imagens bem definidas dos materiais: www.alicante.com.br e www.cajugram.com.br.

 

 

 

Imagem 1: Casa de Valentina. Imagem 2: Revista Viver Bem

 

 

O mármore, assim como o granito, oferece variados padrões e valores. No entanto, a facilidade para adquirir manchas assusta alguns clientes. Entre os produtos com valores mais elevados, está o mármore carrara, peça branca com veios cinza e que apresenta, entre as opções claras, maior resistência a manchas. Mas outras opções podem ser avaliadas no mesmos sites citados acima.

 

 

 

 

Imagem 1: mármore piguês. Imagem 2: mármore travertino. Imagem 3: Mármore Nero Marquina. Fonte: Portal Casa.

 

 

Já o coriam está entre as opções com maior resistência a manchas. Tem como vantagem o fato de possibilitar a moldagem solicitada na mesma placa, sem emendas (como no caso, por exemplo, de bancada e cuba com o mesmo material), evitando o acúmulo de sujeiras. As cores oferecidas são outro diferencial. Perde pontos, porém, quando o assunto é resistência a riscos e temperaturas elevadas; é desaconselhável, então, cortar alimentos e apoiar panelas quentes sobre bancadas de corian. O produto, uma combinação entre minerais naturais e acrílico de alta qualidade, é produzido pela empresa DuPont e quem tiver interesse em conhecer mais sobre o material, acesse aqui. Mas se prepare para o bolso. O preço médio do metro quadrado está na faixa dos R$1.000,00, mas tudo irá depender do projeto e da cor escolhida.

 

 

 

 

 

Imagens: Catálogo Corian DuPont

 

 

 

O silestone, por sua vez, é um forte concorrente do corian, tanto no quesito disponibilidade de cores, resistência a manchas e altas temperaturas, quanto no quesito preço ao consumidor. Mas sua vantagem em relação ao corian é que esse tem dureza elevada, o que dificulta o aparecimento de riscos. Talves seja por essas características que o silestone é o queridinho de muitos decoradores e arquitetos. Além das características já citadas, o silestone, que tem em sua composição quartzo e sílica, tem proteção anti-bacteriana denominada Microban, o que colabora com a higiene do local.

 

 

 

 

 

 

Imagens: Catálogo Silestone do Brasil

 

 

Por fim, é importante saber que todas as pedras naturais (granitos, mármores, ardósia, entre outros) tem um coeficiente de absorção, devido à sua porosidade. Algumas absorvem em maior quantidade, outras em menor quantidade. O mármore mancha com maior facilidade. E daí, dependendo do estilo de vida da pessoa ou da manutenção, as manchas aparecem. Para dificultar o aparecimento de manchas nas pedras, vale protegê-las com um produto impermeabilizante, chamado hidroóleo repelente.

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Torre La Chapelle  (Arquitetura) escrito em sexta 07 agosto 2009 00:27

 

Loucura de torre essa la Chapelle, nela quase todos os pavimentos tem formas diferentes, o fato de não ter nenhuma coluna exposta na parte externa da ainda mais beleza a torre.

O projeto é de autoria de Ábalos & Herreros e Sentkiewicz Arquitetos e será construído em Paris.

 

 

 

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Shopping Aberto  (Arquitetura) escrito em quinta 06 agosto 2009 15:01

Shopping Larcomar, Lima, Peru.

 

 

 

Esse é o Shopping Larcomar, que fica em Lima, no Peru. É uma das soluções mais legais de shopping que já vi, porque ele é todo aberto e totalmente integrado ao lugar onde está. A cidade de Lima está em um nível bem mais alto que o mar, apesar de ser uma cidade litorânea (dá pra ver isso direitinho na foto). Então o Shopping foi implantado seguindo a declividade do paredão: no nível da rua, só são visíveis estruturas de cobertura de madeira, bem leves; e o shopping vai se desenvolvendo em níveis inferiores, sempre abertos para o mar, só com coberturas soltas, criando uma ambientação incrível para quem circula nele.

No nível da rua, o Shopping parece uma grande praça. Bem melhor que aquela caixona enorme e fechada que alguns Shoppings configuram nas nossas cidades, não é? Pena que seja um caso muito específico de Lima: lá quase não chove. A chuva é rara na região porque a cidade fica próxima da Cordilheira dos Andes, de um lado, e tem o Oceano Pacífico de outro. Embora haja muita umidade, as montanhas impedem que as correntes que provocariam a condensação do vapor passem sobre a capital.

(A última imagem é do site deles: www.larcomar.com)

 

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